Mas que raio de raça somos nós!
Uma alcateia de lobos esmera-se para caçar a sua refeição. Depois de a conseguir deleita-se ao sol pacificamente a deliciar a sua conquista. Com fome, mas sem pressas. Dão-se por satisfeitos, desfrutam a sensação de barriga cheia, descansam na pradaria e depois é hora de brincar. Quando houver fome novamente logo se pensará na caçada seguinte.
Uma multidão...Aliás, (arrisco) 99% de todos os seres humanos habitantes deste planeta, queremos muito algo, durante muito tempo. Ai, se o desejamos! Suspiramos e cerramos os dentes cada vez que pensamos nisso. Finalmente o temos!!! "Ai, como eu desejava isto" - dizemos nos primeiros segundos. Os segundos seguintes são monótonos e silenciosos. Afinal, já o tenho. E agora? Agora já não tem o mínimo interesse. Agora vou procurar defeitos, incluir desagrados. Bolas, afinal isto é uma seca. Afinal não estou satisfeito!
Somos, por certo, a raça mais estúpida do planeta e não a mais inteligente.
Neste preciso momento estou a sentir "Afinal não estou satisfeita!" na minha pele. E estou tão revoltada comigo própria! Sei que isto que a vida me trouxe é o mais próximo daquilo que há anos desejo. Sei que deveria relaxar e aproveitar cada segundo. Pior, sei também que já fui capaz de o fazer, mas no período inicial em que a dita bênção é novidade. E pior que isto???? Saber que só a mim, e somente a mim cabe o poder de reverter isto e ainda assim não o consigo (ainda) fazer. Não consigo estar aqui e agora, sem preocupações, sem medos, sem hesitações e com entrega total.
E por isto sofro. Por isto me revolto. Por isso me sinto perdida no que devo ou não pensar, no que está certo ou errado. Por isto me sinto triste e frustrada comigo mesma e, logo, com o Mundo todo.
Por que não podemos nós aproveitar o que conquistamos? Sem dor, medo ou preocupações?
quinta-feira, 16 de maio de 2013
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Changing
Estou a estudar novas coisas. Finalmente sinto que encontrei aquilo que procurava.
Tenho traços de autodidata e sempre comprei livros de budismo, kabala, auto-conhecimento, desenvolvimento pessoal, pricologia, estudos emocionais, biografias introspectivas, meditação, etc. Enfim, sempre quis absorver tudo sobre este tipo de temas no intuito dos intregrar, me compreender melhor e atingir a tão almejada paz e tranquilidade de quem está de bem com vida e , principlamnete, consigo.
Agora percebo que, apesar dos meus 25 anos de existência, desde que tenho consciencia de que a consciencia existe, sempre me senti perdida, incompleta, insatisfeita, ansiosa e abandonada.
Isto explica o meu incessante interesse por todas estas filosofias apaziguadoras do espirito e a minha necessidade de desenvolvimento pessoal. A inquietude força-nos a procurar a tranquilidade.
Como autodidata e inexperiente meditante, e devido à aparente complexidade das filosofias simplistas, o conhecimento não ficava integrado de forma clara e consolidada. Chegava mesmo a olhar para todos os livros daquele tipo de repousavam nas minhas estantes e pensava "Bolas, como adorava saber reproduzir de forma confiante o que li nestes livros!!" Isso não acontecia por que as ideias ficavam estendidas na minha mente como lençois numa cama feita de lavado, mas à primeira dormida as ideias confundiam-se, enrugavam-se e as dúvidas apoderavam-se do leito agora quase desfeito fazendo-me acreditar que seria dificil "esticar o lençol" novamente.
Lia experiencias meditativas que contavam sensações tais que me pareciam similares a algumas que já tinha sentido, mas descreditava essas minhas sensações pensando "mas afinal quem sou eu, uma miúda inexperiente, para acreditar que já senti o que este 'mestre' me descreve, quando ele se dedicou uma vida inteira a isto e eu ando só aqui, na minha intimidade e como se estivesse a praticar rituais de uma seita ingrata, sozinha e às escondidas?"
Ao ler uma nova biografia de um mestre reconhecido e reswpeitado no seu meio e iniciando uma nova prática de yoga percebi que afinal sempre fui praticante de yoga toda a minha vida e nunca o entendi!!!!
Tenho-me regido por principios sensoriais e conscienciaçlizei-me da importancia da não repressão. Inocente e inconscientemente sempre pautei a minha vida por principios da filosofia yoga e nunca percebi. E afinal, muitos mais de nós o fazemos sem percebermos.
É algo tão natural e orgânico que podemos mesmo passar uma vida a praticar as suas nuances sem percebermos.
Há uma analogia interessante que conheci à pouco tempo: se tivermos um recipiente com água e depositarmos umas gotas de corante o certo é que a primeira gota não é perceptivel a olhos vistos, se bemque ela está lá. A segunda gota também não fará grande alteração na cor da água mas já se está um passo mais próximo na alteração da sua cor. Assim, sucessivamente, se irão depositando novas gotas de corante e cada uma irá desempenhar a sua função uma etapa necessária até que a água tenha cor. E desta forma sinto que foi comigo: todos es "estudos" e experiencias anteriores foram gotas que acumulei na minha sabedoria e experiência para que agora a minha água comece a ganhar cor.
Quero acreditar que este yoga não é a meta do meu percurso por que nao quero cessar a busca, mas estou deveras bastante contente por que encontrei o treinador adequado para executar a minha maratona :)
As melhores mudanças são aquelas que se vão dando de forma lenta e gradual, sem causar choque ou mudança brusca! Assim sim é um verdadeiro crescimento!
Tenho traços de autodidata e sempre comprei livros de budismo, kabala, auto-conhecimento, desenvolvimento pessoal, pricologia, estudos emocionais, biografias introspectivas, meditação, etc. Enfim, sempre quis absorver tudo sobre este tipo de temas no intuito dos intregrar, me compreender melhor e atingir a tão almejada paz e tranquilidade de quem está de bem com vida e , principlamnete, consigo.
Agora percebo que, apesar dos meus 25 anos de existência, desde que tenho consciencia de que a consciencia existe, sempre me senti perdida, incompleta, insatisfeita, ansiosa e abandonada.
Isto explica o meu incessante interesse por todas estas filosofias apaziguadoras do espirito e a minha necessidade de desenvolvimento pessoal. A inquietude força-nos a procurar a tranquilidade.
Como autodidata e inexperiente meditante, e devido à aparente complexidade das filosofias simplistas, o conhecimento não ficava integrado de forma clara e consolidada. Chegava mesmo a olhar para todos os livros daquele tipo de repousavam nas minhas estantes e pensava "Bolas, como adorava saber reproduzir de forma confiante o que li nestes livros!!" Isso não acontecia por que as ideias ficavam estendidas na minha mente como lençois numa cama feita de lavado, mas à primeira dormida as ideias confundiam-se, enrugavam-se e as dúvidas apoderavam-se do leito agora quase desfeito fazendo-me acreditar que seria dificil "esticar o lençol" novamente.
Lia experiencias meditativas que contavam sensações tais que me pareciam similares a algumas que já tinha sentido, mas descreditava essas minhas sensações pensando "mas afinal quem sou eu, uma miúda inexperiente, para acreditar que já senti o que este 'mestre' me descreve, quando ele se dedicou uma vida inteira a isto e eu ando só aqui, na minha intimidade e como se estivesse a praticar rituais de uma seita ingrata, sozinha e às escondidas?"
Ao ler uma nova biografia de um mestre reconhecido e reswpeitado no seu meio e iniciando uma nova prática de yoga percebi que afinal sempre fui praticante de yoga toda a minha vida e nunca o entendi!!!!
Tenho-me regido por principios sensoriais e conscienciaçlizei-me da importancia da não repressão. Inocente e inconscientemente sempre pautei a minha vida por principios da filosofia yoga e nunca percebi. E afinal, muitos mais de nós o fazemos sem percebermos.
É algo tão natural e orgânico que podemos mesmo passar uma vida a praticar as suas nuances sem percebermos.
Há uma analogia interessante que conheci à pouco tempo: se tivermos um recipiente com água e depositarmos umas gotas de corante o certo é que a primeira gota não é perceptivel a olhos vistos, se bemque ela está lá. A segunda gota também não fará grande alteração na cor da água mas já se está um passo mais próximo na alteração da sua cor. Assim, sucessivamente, se irão depositando novas gotas de corante e cada uma irá desempenhar a sua função uma etapa necessária até que a água tenha cor. E desta forma sinto que foi comigo: todos es "estudos" e experiencias anteriores foram gotas que acumulei na minha sabedoria e experiência para que agora a minha água comece a ganhar cor.
Quero acreditar que este yoga não é a meta do meu percurso por que nao quero cessar a busca, mas estou deveras bastante contente por que encontrei o treinador adequado para executar a minha maratona :)
As melhores mudanças são aquelas que se vão dando de forma lenta e gradual, sem causar choque ou mudança brusca! Assim sim é um verdadeiro crescimento!
domingo, 14 de outubro de 2012
If I only knew . . .
se eu ao menos soubesse como afinal o caminho é simples. Sempre me quis encontrar e sempre me procurei. Corri, nadei, escalei, batalhei.... afinal é bem mais simples!
E como é lindo! Só quem não se procura, ou não se quer encontrar, não entende.
E como é lindo! Só quem não se procura, ou não se quer encontrar, não entende.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Intuição
O meu coração soube da mesma forma que o meu coração sabe agora!
Doí saber que alguém se descuidou no trato do meu coração. Doi saber de forma tão veemente e antecipada.
Doí saber que alguém se descuidou no trato do meu coração. Doi saber de forma tão veemente e antecipada.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Afinal
Tenho tanta vergonha de afrmar que afinal não tinha qualquer razão.
Vocês sabem aquelas cenas tipicas de filme em que a mulher desconfia do seu companheiro devido a uma sequência de "segredos", contactos e telefonemas estranhos e mal entendidos que em tudo lhe sugerem traição e alimentam uma desconfiança e insegurança tremenda; tudo para, no fim de contas, perceber que ele lhe estava a preparar uma festa surpresa onde a iria pedir em casamento?! E sabem como a mulher morre de vergonha e se sente uma verdadeira tótó por todas as asneiradas que tinha imaginado, por todos os dramas que tinha feito e por tudo o que tinha posto em causa sem qualquer motivo, afinal ?!
Pois é! Recentemente senti-me assim mesmo. Fiquei tão envergonhada comigo mesma por perceber a facilidade com que a nossa cabeça é alimentada pela insegurança e pelo desejo de entender o que sentimos que nos anda a escapar e por querer descobrir o que nos parece vedado.
Mas (raios partam, há sempre um "mas") não nos podemos esquecer que, da mesma forma que aquelas cenas de cinema que supra descrevi e que tão bem retratam a realidade, também incluem uma paixoneta, uns contratempos e um beijo desviante, enquanto o homem prepara a dita surpresa. Também assim o é na realidade então, creio!
Vocês sabem aquelas cenas tipicas de filme em que a mulher desconfia do seu companheiro devido a uma sequência de "segredos", contactos e telefonemas estranhos e mal entendidos que em tudo lhe sugerem traição e alimentam uma desconfiança e insegurança tremenda; tudo para, no fim de contas, perceber que ele lhe estava a preparar uma festa surpresa onde a iria pedir em casamento?! E sabem como a mulher morre de vergonha e se sente uma verdadeira tótó por todas as asneiradas que tinha imaginado, por todos os dramas que tinha feito e por tudo o que tinha posto em causa sem qualquer motivo, afinal ?!
Pois é! Recentemente senti-me assim mesmo. Fiquei tão envergonhada comigo mesma por perceber a facilidade com que a nossa cabeça é alimentada pela insegurança e pelo desejo de entender o que sentimos que nos anda a escapar e por querer descobrir o que nos parece vedado.
Mas (raios partam, há sempre um "mas") não nos podemos esquecer que, da mesma forma que aquelas cenas de cinema que supra descrevi e que tão bem retratam a realidade, também incluem uma paixoneta, uns contratempos e um beijo desviante, enquanto o homem prepara a dita surpresa. Também assim o é na realidade então, creio!
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Mais um dia. . .
Meu Deus estou tão confusa! Parece que o meu coração andou no mar alto em noite de tempestade estando completamente desnorteado, baralhado, confuso e enjoado.
Como se resolve a insegurança e a magoa de uma relação em que o elemento masculino procura constante e incessantemente apoio emocional numa outra pessoa?
Claro que todos temos direito aos nossos amigos mais próximos a quem damos de nós e alimentamos um contacto diário. Mas estou a falar de algo diferente: estou a falar um contacto diário, intimo, incessante, viciante, troca de informação desde o momento em que acordam até se deitarem. E com toda a delicadeza e cortesia de quem se corteja.
Que faço eu aqui ?!?!? Que faço eu no meio disto ?!?!?! E ainda me dizem que é suposto agir com normalidade porque não tenho razões para me preocupar ?!?!?! E que tal ele preocupar-se com o incomodo e dor que isto me traz??? Não?!? Não seria boa ideia?
Mas imagine-se agora se do contrário se tratasse...imagine-se só!
Como se resolve a insegurança e a magoa de uma relação em que o elemento masculino procura constante e incessantemente apoio emocional numa outra pessoa?
Claro que todos temos direito aos nossos amigos mais próximos a quem damos de nós e alimentamos um contacto diário. Mas estou a falar de algo diferente: estou a falar um contacto diário, intimo, incessante, viciante, troca de informação desde o momento em que acordam até se deitarem. E com toda a delicadeza e cortesia de quem se corteja.
Que faço eu aqui ?!?!? Que faço eu no meio disto ?!?!?! E ainda me dizem que é suposto agir com normalidade porque não tenho razões para me preocupar ?!?!?! E que tal ele preocupar-se com o incomodo e dor que isto me traz??? Não?!? Não seria boa ideia?
Mas imagine-se agora se do contrário se tratasse...imagine-se só!
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Inerte
O que faz de nós quem somos? Creio que existe um livro com este titulo. Tenho-o lá em casa há sensivelmente dois anos, em local privilegiado da minha estante mas nunca iniciei a sua leitura. O que faz com que não a inicie? Creio que existe uma resposta. Só não sei se a que tenho é a correta.
Eu sei quem fez de mim o que sou: todos os que se atravessaram na minha vida. Uns mostrando-me o que como um dia queria ser; outros mostrando aquilo que não queria. Criam-se referências, analisam-se perfis, testam-se papeis e sentimentos e depois encaixam-se aprendizagens e adoptam-se comportamentos em conformidade com tudo isso.
Será?
Identifico com tremenda facilidade três diferentes "Star" no que toca às relações interpessoais. a primeira era doce, abnegante, silenciosa, insegura, mas com limites muito claros para determinadas situações mais gravosas, fazendo cumprir tais limites.
A segunda, depois de magoada, pisada e desvalorizada descobriu que não precisava de nada de ninguém, que era uma mulher completa, decidida, inteligente, que tinha os melhores amigos do mundo, era independente, desejada, que tinha uma vida agradável e cheia...enfim, resultou numa Star que se tornou muito menos abnegante, continuou a ser doce mas só para que demonstrava merece-lo, não se entregava a ninguém, não deixava ninguém entrar no seu mundo, tinha e vivia a vida como queria sem prestar contas a ninguém e sem admitir qualquer tipo de cobranças. Olhando para trás percebo que perdi fantásticas oportunidades de ser bem amada, acarinhada e cuidada. Mas essa Star jamais poderia achar que precisava disso: eu era total e indubitavelmente auto-suficiente e pior: dava-me por bastante feliz de assim ser!!!
A terceira Star foi moldada pelo iniciar de uma relação curta mas intensa, tremendamente apaixonada e com compatibilidades inacreditáveis. Eramos iguais e por diversas vezes me sentia a olhar num espelho sabendo exactamente em que resposta ou atitude iria resultar um gesto meu. A nossa única diferença, e que tornou tudo compatível e delicioso, é que esta pessoa tinha facilidade em se entregar emocionalmente, não tendo necessidade de fazer jogo nenhum nem medo de mostrar que estava apaixonado. Sempre me tratou como uma verdadeira princesa: tanto que por vezes nem queria acreditar!!! Fazia-me crer que me venerava tratando-me com todo o carinho, admiração e delicadeza não me dando qualquer hipótese senão fazer-me sentir como alguém especial que tinha pequenas características fantásticas que eu mesma, em vinte e tal anos de vida, desconhecia.
Este tratamento resultou na aprendizagem de que nos podemos entregar, dizer que estamos apaixonados, tratar o outro com todo o carinho e dignidade que ele merece sem nos sentirmos sofucantemente vulneráveis e dependentes. Esta relação fez com que dissesse a mim mesma "It is o.k. to be in love, Star! It is o.k. to be happy. It is o.k. to share your life with someone! It is o.k. . . ."
E agora nasce uma quarta Star, ainda em fase de estabilização: uma desconhecida Star que voltou a ser abnegante, que é doce sem que o outro mereça a 100%, que cala quando quer gritar, que tolera o que até então sempre considerou intolerável . . . Não conheço esta Star e ainda não percebi se gosto dela !
O caso está grave...o caso está grave! Não com o outro, mas principalmente comigo!
Bolas... mereço ser feliz ! Mereço ser princesa quando trato alguém como príncipe !
Eu sei quem fez de mim o que sou: todos os que se atravessaram na minha vida. Uns mostrando-me o que como um dia queria ser; outros mostrando aquilo que não queria. Criam-se referências, analisam-se perfis, testam-se papeis e sentimentos e depois encaixam-se aprendizagens e adoptam-se comportamentos em conformidade com tudo isso.
Será?
Identifico com tremenda facilidade três diferentes "Star" no que toca às relações interpessoais. a primeira era doce, abnegante, silenciosa, insegura, mas com limites muito claros para determinadas situações mais gravosas, fazendo cumprir tais limites.
A segunda, depois de magoada, pisada e desvalorizada descobriu que não precisava de nada de ninguém, que era uma mulher completa, decidida, inteligente, que tinha os melhores amigos do mundo, era independente, desejada, que tinha uma vida agradável e cheia...enfim, resultou numa Star que se tornou muito menos abnegante, continuou a ser doce mas só para que demonstrava merece-lo, não se entregava a ninguém, não deixava ninguém entrar no seu mundo, tinha e vivia a vida como queria sem prestar contas a ninguém e sem admitir qualquer tipo de cobranças. Olhando para trás percebo que perdi fantásticas oportunidades de ser bem amada, acarinhada e cuidada. Mas essa Star jamais poderia achar que precisava disso: eu era total e indubitavelmente auto-suficiente e pior: dava-me por bastante feliz de assim ser!!!
A terceira Star foi moldada pelo iniciar de uma relação curta mas intensa, tremendamente apaixonada e com compatibilidades inacreditáveis. Eramos iguais e por diversas vezes me sentia a olhar num espelho sabendo exactamente em que resposta ou atitude iria resultar um gesto meu. A nossa única diferença, e que tornou tudo compatível e delicioso, é que esta pessoa tinha facilidade em se entregar emocionalmente, não tendo necessidade de fazer jogo nenhum nem medo de mostrar que estava apaixonado. Sempre me tratou como uma verdadeira princesa: tanto que por vezes nem queria acreditar!!! Fazia-me crer que me venerava tratando-me com todo o carinho, admiração e delicadeza não me dando qualquer hipótese senão fazer-me sentir como alguém especial que tinha pequenas características fantásticas que eu mesma, em vinte e tal anos de vida, desconhecia.
Este tratamento resultou na aprendizagem de que nos podemos entregar, dizer que estamos apaixonados, tratar o outro com todo o carinho e dignidade que ele merece sem nos sentirmos sofucantemente vulneráveis e dependentes. Esta relação fez com que dissesse a mim mesma "It is o.k. to be in love, Star! It is o.k. to be happy. It is o.k. to share your life with someone! It is o.k. . . ."
E agora nasce uma quarta Star, ainda em fase de estabilização: uma desconhecida Star que voltou a ser abnegante, que é doce sem que o outro mereça a 100%, que cala quando quer gritar, que tolera o que até então sempre considerou intolerável . . . Não conheço esta Star e ainda não percebi se gosto dela !
O caso está grave...o caso está grave! Não com o outro, mas principalmente comigo!
Bolas... mereço ser feliz ! Mereço ser princesa quando trato alguém como príncipe !
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Balanço do 8º Mês
Ora aqui vai a primeirasegunda análise dos objectivos estabelecidos para 2012....
Rufem os tambores e vamos lá ver o que se conseguiu ao fim de 8 meses....
Rufem os tambores e vamos lá ver o que se conseguiu ao fim de 8 meses....
1. Sorrir para mim mesma todas as manhãs; quase, quase
2. Conseguir fazer uma dieta (mais) saudável; ✔ a desleixar-me um pouco
3. Treinar um mínimo de três vezes por semana; nem sequer tenho posto pezinho na estrada
4. Voltar a apaixonar-me pela vida com a mesma intensidade que eu sei; hardwork, but in progress
5. Organizar melhor o meu estudo; qual estudo, mesmo?
6. Emagrecer 5 kg e manter; ✔✔ Ui... tarefa em dificuldades
7. Cuidar melhor de mim;
8. Dizer sempre o que penso tendo sempre em conta um discurso assertivo;✔ Aqui, posso dizer, tenho-me orgulhado de mim. Ainda a melhorar mas em verdadeiro progresso!
9. Começar a ter aulas de ioga e frequenta-las com regularidade;
10. Amar mais; ✔ Sim :)
11. Entregar-me mais;✔ em progresso mas já entendi pequenos detalhes que me fazem avançar aos poucos
12. Viver com tranquilidade no meu coração;
13. Manter o espírito optimista;
14. Rir muito mais; ✔ :) e na melhor das companhias, tenho-o feito mais é verdade!
15. Permitir-me ser feliz sem medos;
16. Fazer novos (bons) amigos; ✔
17. Manter e alimentar as velhas amizades;
18. Encarar a vida com mais "naturalidade";✔ yes!
19. Meditar todos os dias;
20. Apostar no meu Reiki;
21. Incrementar a minha vida sexual; ✔ oh yeah! e com os mais nobres dos princípios
22. Viajar sempre que possível;
23. Roadtrip por Itália;
24. Passar uns dias na neve;
25. Cantar mais;✔ tenho um novo incentivo agora o que ajuda
26. Abrir mais as portas da minha casa; ✔
27. Ser mais tolerante; ✔ Acho que terei de rever este item uma vez que reiteradamente estou a ser demasiado tolerante
28. Ser mais doce;
29. Abandonar a larga dose de ironia com a qual me protejo;
30. Estar em contacto com os meus sentimentos e aceita-los;
31. Não ter medo de dizer o que sinto;
32. Apaixonar-me sem medos; ✔ bem, meio ponto para mim, por que apesar dos medos continuarem lá tenho seguido em frente
33. Manter sempre energia e pro-actividade; ✔ posso dizer que níveis de energia tem estado em progressão
34. Abraçar sempre que sinto que o devo fazer;
35. Quebrar as barreiras físicas; a melhorar mas objectivo algo esquecido
36. Ser humilde; ✔ tão bom!:)
37. Don't let them take the fight outta me!;
38. Acampar com os amigos;
39. Fazer da minha vida uma festa;
40. Aniquilar as más ansiedades;
41. Ouvir mais vezes o meu instinto; ✔ a começar realmente a confiar mais nele
42. Ser mais espontânea e menos racional; ✔
43. Dar mais atenção à minha Surya; Redondamente a falhar neste ponto! :(
44. Tentar, todos os dias, fazer algo pelos meus sonhos. Afinal é assim que se chega lá;
45. Trabalhar (ainda mais) a minha força de vontade;
46. Não ter medo de ser quem sou !!! ; ✔
47. Continuar a manter a promessa que fiz a A.C. há anos; ✔✔
48. Estar em contacto com a natureza mais vezes; ✔
49. Dedicar-me mais à minha família; ✔
50. Definir um horário de sono saudável; ✔
51. Fazer mergulho;
52. Fazer melhor gestão do meu dinheiro;
53. Manter o meu "ninho" limpo e arrumado; ✔
54. Aprender "amor incondicional";
55. Dizer ao meu pai que o amo e me orgulho dele;
56. Não permitir ser manipulada;
57. Continuar a dar sangue;
BALANÇO FINAL : 23/57 sendo que alguns que considerei anteriormente já atingidos desceram de grau de cumprimento! Continuo com uma taxa de realização inferior a 50% . . . Ai, ai...
Catatónico
Já não era a primeira vez que sentia aquela sensação mas a primeira vez que aquela se reviu em palavras estava eu sentada num restaurante tendencialmente gourmet, numas férias dedicadas ao Amor e à abnegação, recheadas de riso, carinho e Sol. E ali estava eu repentinamente sozinha! Não sozinha só por estar desacompanhada, mas sozinha por ausência de complacência, companhia e enquadramento.
Só quem investe numa relação com que já passou por um casamento falhado, já tem um filho, já tem ex-família alargada e já teve uma relação-suporte duradoura (nomeação que atribuo às relações que se seguem imediatamente após uma dolorosa separação e que vêm validar o ego do sofredor, aliviar a solidão e tentar estabilizar a nova rotina pós-separação, sem qualquer intenção de desmérito pelas mesmas, antes pelo contrário, pressupõem uma ligação emocional forte muito ligada à ideia de conforto e suporte imprescindível; marcas deixadas sempre por quem nos resgata de situações de sofrimento).
Abandonada naquela mesa estava eu e ainda há minutos atrás éramos três felizes crianças em que só uma tinha idade adequada para o ser. Não sei se para me preservar à sensação de inadequação ou por simples cortesia, pai e filho acharam melhor afastar-se para falarem com a "ex-família alargada" do meu companheiro; consequente família próxima e amada do seu filho. Até aqui a história parece perfeita: todos nós temos passado, os factos são o que são! E a delicadeza deles parece embeber a situação. Mas controlamos as sensações? Ou seja, podemos controlar como agimos perante elas, mas a questão é: conseguimos nós controlar o seu surgimento? Respondo, NÃO!
E assim, ali estava eu não sozinha mas sim abandonada! E assim fiquei por muito tempo. Acreditem, muito tempo. Tempo demais. Tempo para ser invadida pelo sentimento de que nunca me iria adequar àquela família porque não é a minha e em nada lhe pertenço. No entanto era eu que estava ali a cuidar do filho do meu companheiro (e do próprio em igual medida), a ajuda-lo, a acarinha-lo, a dar de mim.
No entanto sou eu que oiço o meu Amor a falar das amarguras de se viver longe de um filho que se tem de partilhar em tempo estipulado. No entanto sou eu que o tento acalmar e lhe dou todo o meu apoio para que continue a ser o pai fantástico que é. No entanto sou eu que atento às suas desavenças com a "ex-família alargada", tentando nunca agravar a situação, querendo sempre enviar-lhe paz e tranquilidade enquanto afago o seu cabelo durante tais confissões, mesmo quando me apetece gritar-lhe o quão injustos e egoístas estão a ser. No entanto sou eu que aguento e lido com o mau-humor diário que vai surgindo, típico de quem vive duas vidas em união enquanto os outros merecem a sua calma e racionalidade para que não haja agravamento de conflitos: no entanto eu tenho de lidar com os nossos (inerentes à relação) acrescidos dos restantes que estes elementos provocam. No entanto sou eu quem nem sequer se permite ter as mais normais fantasias de paixão, a imaginar que um dia ele poderá dizer-me o quão está apaixonado por mim e que pretende tentar uma vida em conjunto com projectos sólidos de futuro, desejando um dia levar-me ao altar, porque alguém já destruiu esse campo na vida do meu companheiro tornando quase impossivel que ele queira lá voltar. No entanto, sou eu quem nem sequer se permite sonhar em construirmos uma família por que ele já tem uma boca para alimentar e uma vida para sustentar: como seria com duas? Já tem um anjinho que em muito necessita da sua atenção e dedicação que jamais foi dividida: o nosso anjinho teria sempre de ver o pai dividido entre duas famílias correndo o risco de se sentir igualmente inadaptável e desenquadrado como a sua mãe, eu!
E afinal quem sou eu neste campo de giras-sois em que, tal como estes, também eu tenho de andar constantemente a tentar virar-me para o Sol para que tudo fique bem e para que a sua luz permita iluminação constante nesta história? Que lugar é o meu? Lugar anexo? E é esse o meu lugar merecido?
"É difícil viver com alguém que já tem uma vida": foi assim que em bruto o sentimento se revelou em palavras quando, o sentimento se tornou demasiado acesso e os meus pés até ponderaram fugir, para me levarem dali para fora. O sentimento estava subsumido a palavras, mas em nada a situação estava resolvida.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Tenho esta mania de conduzir sem rumo. Não sei de onde vem mas só sei que,de tempos a tempos, preciso de entrar no carro e simplesmente ir conduzindo. Secretamente, diga-se.
Se não sei para onde vou que irei eu informar?
Desta feita vim parar a Alte. É tranquilidade! É simples e silencioso. É tão simples como ouvir os pássaros e o correr da agua ocasionalmente interrompido pelo som de um carro vagabundo que passa devagar.
De que precisamos nós nesta vida afinal? Aqui estou eu, tranquila só com um café à minha frente, só com o cantar dos pássaros, com o carro vagabundo, com os locais que se cumprimentam em plena rua e que tem sempre uma palavra a trocar, com um sol que aquece só o suficiente para sentir que é primavera...será que precisamos de mais? Será que só assim penso porque sei que não tarda irei regressar ao mundo onde tenho mais do que preciso quase como dado adquirido?
Continuo em busca da simplicidade como modo de vida. Continuo a querer acreditar de forma veemente de que preciso de muito pouco para viver e ser feliz.
Se não sei para onde vou que irei eu informar?
Desta feita vim parar a Alte. É tranquilidade! É simples e silencioso. É tão simples como ouvir os pássaros e o correr da agua ocasionalmente interrompido pelo som de um carro vagabundo que passa devagar.
De que precisamos nós nesta vida afinal? Aqui estou eu, tranquila só com um café à minha frente, só com o cantar dos pássaros, com o carro vagabundo, com os locais que se cumprimentam em plena rua e que tem sempre uma palavra a trocar, com um sol que aquece só o suficiente para sentir que é primavera...será que precisamos de mais? Será que só assim penso porque sei que não tarda irei regressar ao mundo onde tenho mais do que preciso quase como dado adquirido?
Continuo em busca da simplicidade como modo de vida. Continuo a querer acreditar de forma veemente de que preciso de muito pouco para viver e ser feliz.
Obrigada
Há caminhos misteriosos e aparentemente contraditórios nesta vida. Deveras inesperada esta calma e doçura de relação. Tranquilidade depois de tanta turbulência seria difícil de adivinhar.
Obrigada Universo. Espero estar certa quanto a esta tranquilidade. Espero que seja para durar... Dentro de todos os outros planos que tenhas para mim. Mas se me perguntares se quero mais respondo a sorrir "Claro que sim!".
Desejo que cada gesto de carinho seja verdadeiro e dou-me por feliz por ter quem abraçar ao final do dia. Há quanto tempo assim não era?!
É bom deitar e sentir um corpo quente e ouvir outra respiração durante a noite que não a minha. É bom.
Não quero colocar questões porque, afinal o importante é estar embebida no momento, vive-lo, regista-lo e sorrir-lhe, mas que as há, há! Mas ficarão para um outro post :)
Obrigada Universo. Espero estar certa quanto a esta tranquilidade. Espero que seja para durar... Dentro de todos os outros planos que tenhas para mim. Mas se me perguntares se quero mais respondo a sorrir "Claro que sim!".
Desejo que cada gesto de carinho seja verdadeiro e dou-me por feliz por ter quem abraçar ao final do dia. Há quanto tempo assim não era?!
É bom deitar e sentir um corpo quente e ouvir outra respiração durante a noite que não a minha. É bom.
Não quero colocar questões porque, afinal o importante é estar embebida no momento, vive-lo, regista-lo e sorrir-lhe, mas que as há, há! Mas ficarão para um outro post :)
terça-feira, 19 de junho de 2012
Tenho esta mania de conduzir sem rumo. Não sei de onde vem mas só sei que,de tempos a tempos, preciso de entrar no carro e simplesmente ir conduzindo. Secretamente, diga-se.
Se não sei para onde vou que irei eu informar?
Desta feita vim parar a Alte. É tranquilidade! É simples e silencioso. É tão simples como ouvir os pássaros e o correr da agua ocasionalmente interrompido pelo som de um carro vagabundo que passa devagar.
De que precisamos nós nesta vida afinal? Aqui estou eu, tranquila só com um café à minha frente, só com o cantar dos pássaros, com o carro vagabundo, com os locais que se cumprimentam em plena rua e que tem sempre uma palavra a trocar, com um sol que aquece só o suficiente para sentir que é primavera...será que precisamos de mais? Será que só assim penso porque sei que não tarda irei regressar ao mundo onde tenho mais do que preciso quase como dado adquirido?
Continuo em busca da simplicidade como modo de vida. Continuo a querer acreditar de forma veemente de que preciso de muito pouco para viver e ser feliz.
Se não sei para onde vou que irei eu informar?
Desta feita vim parar a Alte. É tranquilidade! É simples e silencioso. É tão simples como ouvir os pássaros e o correr da agua ocasionalmente interrompido pelo som de um carro vagabundo que passa devagar.
De que precisamos nós nesta vida afinal? Aqui estou eu, tranquila só com um café à minha frente, só com o cantar dos pássaros, com o carro vagabundo, com os locais que se cumprimentam em plena rua e que tem sempre uma palavra a trocar, com um sol que aquece só o suficiente para sentir que é primavera...será que precisamos de mais? Será que só assim penso porque sei que não tarda irei regressar ao mundo onde tenho mais do que preciso quase como dado adquirido?
Continuo em busca da simplicidade como modo de vida. Continuo a querer acreditar de forma veemente de que preciso de muito pouco para viver e ser feliz.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Até onde ?
Ora, a questão que se impõe na minha vida neste momento é: até onde deverei eu deixar esta situação ir?
Vejamos: se me entrego estarei a comprometer a minha alma a alguém que poderá não ser o seu adequado cuidador; se não me entrego nunca o saberei e,então, posso dar tudo por terminado neste preciso momento.
E então que faço ?
Não há forma de responder a isto agora! Mas no fundo, bem cá no fundo do meu coração, num sítio recôndito, eu teimo em guardar a resposta para assim fazer de conta que não a sei. Por que o meu coração já sabe... eu é que não quero saber.
Vejamos: se me entrego estarei a comprometer a minha alma a alguém que poderá não ser o seu adequado cuidador; se não me entrego nunca o saberei e,então, posso dar tudo por terminado neste preciso momento.
E então que faço ?
Não há forma de responder a isto agora! Mas no fundo, bem cá no fundo do meu coração, num sítio recôndito, eu teimo em guardar a resposta para assim fazer de conta que não a sei. Por que o meu coração já sabe... eu é que não quero saber.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Baco é o meu melhor Deus. Tal como os grandes também eu sofro, também eu sofro!
Também eu percebo o que nao quero, também eu vejo o que nao queria ou devia.
Nunca irei julgar Pessoa ou qualquer outro que vivia dos seus vícios e se alimentava da sua própria loucura e do mundo louco que o envolvia!
Onde está o teu toque enquanto Represas toca? Onde está o teu calor e a tua respiração? E quem tem o direito de me pedir para não chorar a tua morte tão viva?
Também eu percebo o que nao quero, também eu vejo o que nao queria ou devia.
Nunca irei julgar Pessoa ou qualquer outro que vivia dos seus vícios e se alimentava da sua própria loucura e do mundo louco que o envolvia!
Onde está o teu toque enquanto Represas toca? Onde está o teu calor e a tua respiração? E quem tem o direito de me pedir para não chorar a tua morte tão viva?
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