Ora, a questão que se impõe na minha vida neste momento é: até onde deverei eu deixar esta situação ir?
Vejamos: se me entrego estarei a comprometer a minha alma a alguém que poderá não ser o seu adequado cuidador; se não me entrego nunca o saberei e,então, posso dar tudo por terminado neste preciso momento.
E então que faço ?
Não há forma de responder a isto agora! Mas no fundo, bem cá no fundo do meu coração, num sítio recôndito, eu teimo em guardar a resposta para assim fazer de conta que não a sei. Por que o meu coração já sabe... eu é que não quero saber.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Baco é o meu melhor Deus. Tal como os grandes também eu sofro, também eu sofro!
Também eu percebo o que nao quero, também eu vejo o que nao queria ou devia.
Nunca irei julgar Pessoa ou qualquer outro que vivia dos seus vícios e se alimentava da sua própria loucura e do mundo louco que o envolvia!
Onde está o teu toque enquanto Represas toca? Onde está o teu calor e a tua respiração? E quem tem o direito de me pedir para não chorar a tua morte tão viva?
Também eu percebo o que nao quero, também eu vejo o que nao queria ou devia.
Nunca irei julgar Pessoa ou qualquer outro que vivia dos seus vícios e se alimentava da sua própria loucura e do mundo louco que o envolvia!
Onde está o teu toque enquanto Represas toca? Onde está o teu calor e a tua respiração? E quem tem o direito de me pedir para não chorar a tua morte tão viva?
terça-feira, 22 de maio de 2012
The first
Lá vou eu de novo num percurso de incrementar o meu desenvolvimento e fortalecimento pessoal. ~
Quero registar o que me for possível para "mais tarde recordar".
Quero registar o que me for possível para "mais tarde recordar".
Ora, tenho muito para desatar, desamarrar.
Tenho postura para acertar, respiração para treinar e muito para "vomitar".
Tenho de ganhar consciência do extraordinário percurso que já criei.
Tenho de me fortalecer...
_Noites . . .
Todos nós sonhamos, todas as noites. Mas alguns de nós caem em profundo sono e o seu subconsciente "desliga" e ada fica registado no que a sonhos se refere; outros dormimos como "meninas" e não nos deixamos totalmente adormecer, ficando o nosso subconsciente em alerta, acordadinho da vida, a gravar o que o nosso inconsciente vai libertando durante a noite.
Ora, esta noite tive a sorte de ter (mais) um sonho daqueles... Sonhei que acordava sobressaltada por que estava atrasada para uma combinação com o "dito cujo". O interessante é que, no meu sonho, eu acordava no meu quarto, na minha cama e até com o pijama com que estava vestida, o que atribuiu ao sonho um realismo assustador. Assim, entrei no modo "controlo do sonho" porque estava mesmo convencida de que estava acordada. Racionalizei e decidi enviar uma mensagem ao referido a explicar o meu lapso e que ia já saltar da cama para não me atrasar mais. A resposta foi: "Não vale a pena.Já estou no barco, vou para a Austrália, surgiu um projecto lá e não vou perder".
Ainda bem que nos sonhos o "filtro emocional" está um pouco mais desligado e as emoções surgem no seu estado mais puro sem grande triagem ou selecção. Por isso lembro-me de sentir a típica sensação para a qual nasci: abandono!
Mais uma vez ali estava eu, abandonada, sofrida e descrente. A sensação de vazio desesperante surgiu, acompanhada de uma incompreensão de como é que esta pessoa podia ir para o outro canto do mundo, literalmente da noite para o dia, sem se despedir, sem avisar, sem nada deixar para trás, e ao mesmo tempo, deixando tudo para trás.
Acordei... é verdade! Era só um sonho... é verdade! Metáfora perfeita da realidade... é verdade!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Ora aqui vai a primeira análise dos objectivos estabelecidos para 2012....
Rufem os tambores e vamos lá ver o que se conseguiu ao fim de 4 meses....
Rufem os tambores e vamos lá ver o que se conseguiu ao fim de 4 meses....
1. Sorrir para mim mesma todas as manhãs;
2. Conseguir fazer uma dieta (mais) saudável; ✔
3. Treinar um mínimo de três vezes por semana;
4. Voltar a apaixonar-me pela vida com a mesma intensidade que eu sei;
5. Organizar melhor o meu estudo;
6. Emagrecer 5 kg e manter; ✔✔
7. Cuidar melhor de mim;
8. Dizer sempre o que penso tendo sempre em conta um discurso assertivo;✔
9. Começar a ter aulas de ioga e frequenta-las com regularidade;
10. Amar mais;
11. Entregar-me mais;
12. Viver com tranquilidade no meu coração;
13. Manter o espírito optimista;
14. Rir muito mais;
15. Permitir-me ser feliz sem medos;
16. Fazer novos (bons) amigos; ✔
17. Manter e alimentar as velhas amizades;
18. Encarar a vida com mais "naturalidade";
19. Meditar todos os dias;
20. Apostar no meu Reiki;
21. Incrementar a minha vida sexual; ✔
22. Viajar sempre que possível;
23. Roadtrip por Itália;
24. Passar uns dias na neve;
25. Cantar mais;
26. Abrir mais as portas da minha casa; ✔
27. Ser mais tolerante; ✔
28. Ser mais doce;
29. Abandonar a larga dose de ironia com a qual me protejo;
30. Estar em contacto com os meus sentimentos e aceita-los;
31. Não ter medo de dizer o que sinto;
32. Apaixonar-me sem medos;
33. Manter sempre energia e pro-actividade;
34. Abraçar sempre que sinto que o devo fazer;
35. Quebrar as barreiras físicas;
36. Ser humilde;
37. Don't let them take the fight outta me!;
38. Acampar com os amigos;
39. Fazer da minha vida uma festa;
40. Aniquilar as más ansiedades;
41. Ouvir mais vezes o meu instinto;
42. Ser mais espontânea e menos racional; ✔
43. Dar mais atenção à minha Surya;
44. Tentar, todos os dias, fazer algo pelos meus sonhos. Afinal é assim que se chega lá;
45. Trabalhar (ainda mais) a minha força de vontade;
46. Não ter medo de ser quem sou !!! ; ✔
47. Continuar a manter a promessa que fiz a A.C. há anos; ✔✔
48. Estar em contacto com a natureza mais vezes; ✔
49. Dedicar-me mais à minha família; ✔
50. Definir um horário de sono saudável; ✔
51. Fazer mergulho;
52. Fazer melhor gestão do meu dinheiro;
53. Manter o meu "ninho" limpo e arrumado; ✔
54. Aprender "amor incondicional";
55. Dizer ao meu pai que o amo e me orgulho dele;
56. Não permitir ser manipulada;
57. Continuar a dar sangue;
BALANÇO FINAL : 14/57 .... vou ter de estar mais atenta !!!!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Quem já partiu...
Cada vez que uso o meu cabelo ondulado, lembro-me de ti! Lembro-me de como brincavas com as ondas do meu cabelo e como dizias que adoravas o meu cabelo em consonância comigo: "solto, bonito e louco". :')
Tenho tantas saudades tuas e do tempo que, apesar de nos ter sido roubado, foi nosso! :)
Tenho muita pena por teres partido e por teres de ter partido, passo a redundância!
Ao menos espero que saibas que, cada vez que o uso assim, tal como ele está agora, me lembro de ti.
Afinal, as ondas são a melhor forma de "vida". Até no cabelo.
Tenho tantas saudades tuas e do tempo que, apesar de nos ter sido roubado, foi nosso! :)
Tenho muita pena por teres partido e por teres de ter partido, passo a redundância!
Ao menos espero que saibas que, cada vez que o uso assim, tal como ele está agora, me lembro de ti.
Afinal, as ondas são a melhor forma de "vida". Até no cabelo.
Estou com tanto medo
E stou com tanto medo! Estou apaixonada. Agora sem sombra de dúvidas, sem margem para erros. Ou sem margem para dúvidas e sem sombra para erros. Sei lá. Só sei que estou.
Incrível é deixar-me consumir e envolver pela paixão quando tudo já está difícil, desgastado e incerto.
O que custa a crer é que foram precisas várias "facadas", vários episódios clarificadores do choque de personalidades, várias desfeitas... "O tempo louco da paixão já passou, Star", digo-me firme. Mas quando já era suposto tudo se ter diluído, quando já estava segura e liberta das incertezas iniciais, i.g., "que iremos nós estabelecer?", por que já ali estávamos: confiantes, algo conhecedores, rotineiros, sequenciados...
Depois dou por mim, do alto da minha segurança e tranquilidade e contentamento por te ter ali enquanto amigo e companhia, a tirar os olhos do livro para te olhar (por que falavas) e, sem mais nem menos, sem previsão, antecipação ou aviso, um avião embate contra o meu peito e todos os seus estilhaços são absorvidos e sugados pelo meu coração, como se este fosse um vórtice: e assim dou por mim apaixonada.
Olho-te e a folha deixa de ter importância alguma. "Merda!!!!!! Merda, merda, merda!!!!!" É só o que consigo pensar. Não por ter sido distraída da importância do que estava a ler - nada disso, quem já esteve apaixonado consegue perceber o quão importante se tornou a importante e pertinente folha quando comparada com o choque explosivo que ia no meu peito - conseguem só imaginar não é? A grande merda era mesmo estar a sentir "aquilo"! O olhar para ele e ter o meu sorriso subtil tendencial esquerdo e olhar fixo. tipico de quando estou apaixonada: isso sim era a grande merda!
Seguir-se a isto um abraço forte e de carinho faz com que queira fugir, correr, correr, correr, sem parar, como se a cada passada tanto ele como todos os estilhaços do do avião que em mim embateu (muito ao estilo do 9/11) ficassem para trás, tal como um cometa quando, a grande velocidade, entra na órbita terrestre e se desfragmenta deixando para trás todos os seus pedaços.
Seguido a isto ter o meu sono irrompido pela tua presença; abraça-te enquanto estou meio adormecida sem perceber se sonho ou estou acordada, sentir as tuas costas em mais um abraço ... é um pouco demais.
Mas tudo piora!
Regressar ao meu sono e passar a noite a sonhar que fazes parte do meu quotidiano, que me contas histórias sorridentes da sua infância e da infância do teu filho, que sais do carro e regressas com umas flores selvagens, pequenas, frágeis e definhadas só porque sabes o quanto adoro flores e primavera... sonhar que me abraças durante uma sesta de Verão antecedida de uma manhã se Sol e mar, muito mar... Isto já é mais do que o meu coração pode suportar!!! Isto já não é medo: é pânico!!!!
Vou sair magoada disto, eu sei! Vou precisar de muitas curas de mar e de muito apoio de sereias vindas do fantástico.
Mas, baixinho, em surdina e só aqui entre nós: estar apaixonada é tããão bom :) E o sonhar com isso só o vem confirmar (caso, de forma muito casual e leviana, não tivesse sentido o avião a embater em mim... só um reforçozinho que o Universo achou necessário! Como Ele consegue ser irónico às vezes)
Incrível é deixar-me consumir e envolver pela paixão quando tudo já está difícil, desgastado e incerto.
O que custa a crer é que foram precisas várias "facadas", vários episódios clarificadores do choque de personalidades, várias desfeitas... "O tempo louco da paixão já passou, Star", digo-me firme. Mas quando já era suposto tudo se ter diluído, quando já estava segura e liberta das incertezas iniciais, i.g., "que iremos nós estabelecer?", por que já ali estávamos: confiantes, algo conhecedores, rotineiros, sequenciados...
Depois dou por mim, do alto da minha segurança e tranquilidade e contentamento por te ter ali enquanto amigo e companhia, a tirar os olhos do livro para te olhar (por que falavas) e, sem mais nem menos, sem previsão, antecipação ou aviso, um avião embate contra o meu peito e todos os seus estilhaços são absorvidos e sugados pelo meu coração, como se este fosse um vórtice: e assim dou por mim apaixonada.
Olho-te e a folha deixa de ter importância alguma. "Merda!!!!!! Merda, merda, merda!!!!!" É só o que consigo pensar. Não por ter sido distraída da importância do que estava a ler - nada disso, quem já esteve apaixonado consegue perceber o quão importante se tornou a importante e pertinente folha quando comparada com o choque explosivo que ia no meu peito - conseguem só imaginar não é? A grande merda era mesmo estar a sentir "aquilo"! O olhar para ele e ter o meu sorriso subtil tendencial esquerdo e olhar fixo. tipico de quando estou apaixonada: isso sim era a grande merda!
Seguir-se a isto um abraço forte e de carinho faz com que queira fugir, correr, correr, correr, sem parar, como se a cada passada tanto ele como todos os estilhaços do do avião que em mim embateu (muito ao estilo do 9/11) ficassem para trás, tal como um cometa quando, a grande velocidade, entra na órbita terrestre e se desfragmenta deixando para trás todos os seus pedaços.
Seguido a isto ter o meu sono irrompido pela tua presença; abraça-te enquanto estou meio adormecida sem perceber se sonho ou estou acordada, sentir as tuas costas em mais um abraço ... é um pouco demais.
Mas tudo piora!
Regressar ao meu sono e passar a noite a sonhar que fazes parte do meu quotidiano, que me contas histórias sorridentes da sua infância e da infância do teu filho, que sais do carro e regressas com umas flores selvagens, pequenas, frágeis e definhadas só porque sabes o quanto adoro flores e primavera... sonhar que me abraças durante uma sesta de Verão antecedida de uma manhã se Sol e mar, muito mar... Isto já é mais do que o meu coração pode suportar!!! Isto já não é medo: é pânico!!!!
Vou sair magoada disto, eu sei! Vou precisar de muitas curas de mar e de muito apoio de sereias vindas do fantástico.
Mas, baixinho, em surdina e só aqui entre nós: estar apaixonada é tããão bom :) E o sonhar com isso só o vem confirmar (caso, de forma muito casual e leviana, não tivesse sentido o avião a embater em mim... só um reforçozinho que o Universo achou necessário! Como Ele consegue ser irónico às vezes)
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Filme Valmont: passasse na França do Séc.XVIII; tudo é um jogo de sedução e manipulação. Depois do protagonista principal ter declarado inúmeras vezes o seu amor à doce donzela se demonstra firme na sua distância) quando, finalmentedonzela, depois de lhe ter preparado as mais bonitas surpresas e dedicado as mais bonitas canções e poemas (gestos perante os quais a , a donzela se entrega e se declara é simples: na manhã seguinte acorda com a seguinte carta:
"My dear...
...I feel so much tenderness toward you...
...that I cannot bear to face you when you learn the truth. You were right. For a few illusory moments, I thought I could change.I know now I cannot. "I urge you to find another lover...one who is worthy of you and I thank you for what you have given me."
As histórias da tela retratam tantas vezes em tamanha perfeição a realidade. :)
"My dear...
...I feel so much tenderness toward you...
...that I cannot bear to face you when you learn the truth. You were right. For a few illusory moments, I thought I could change.I know now I cannot. "I urge you to find another lover...one who is worthy of you and I thank you for what you have given me."
As histórias da tela retratam tantas vezes em tamanha perfeição a realidade. :)
sábado, 21 de abril de 2012
Facada(inha)
sábado, 14 de abril de 2012
Assim é...
... nos romances, como é na vida!
Quando as coisas que nos faziam acelerar o coração; que nos deixavam as pernas a tremer; que desatavam todos os medos dentro de nós; que nos faziam sentir baratas tontas; que nos faziam corar; que nos arrancavam um sorriso incontrolável, inegável e permanente... quando todas estas coisas se tornam banais, então estamos perdidos. Aí, então, seguimos todos os caminhos, corremos todos os atalhos, tacteamos todas as ruas, certas ou erradas, só para procurarmos todas as sensações perdidas.
E alguém terá o direito de nos julgar?
Alguém terá o direito de nos fazer sentir culpadas por procurarmos vida na nossa vida?
Claro que os caminhos errados devem ser acautelados mas, bolas!!! Quando o que nos faz sentir vivas se torna banal e insignificante... então estamos deveras tramadas! Assim é nos romances, como assim é na vida!
Quando as coisas que nos faziam acelerar o coração; que nos deixavam as pernas a tremer; que desatavam todos os medos dentro de nós; que nos faziam sentir baratas tontas; que nos faziam corar; que nos arrancavam um sorriso incontrolável, inegável e permanente... quando todas estas coisas se tornam banais, então estamos perdidos. Aí, então, seguimos todos os caminhos, corremos todos os atalhos, tacteamos todas as ruas, certas ou erradas, só para procurarmos todas as sensações perdidas.
E alguém terá o direito de nos julgar?
Alguém terá o direito de nos fazer sentir culpadas por procurarmos vida na nossa vida?
Claro que os caminhos errados devem ser acautelados mas, bolas!!! Quando o que nos faz sentir vivas se torna banal e insignificante... então estamos deveras tramadas! Assim é nos romances, como assim é na vida!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Desvalorização ?
E fiquei a pensar.
Repetidamente os meus amigos chamam-me a atenção de como acabo sempre por me apaixonar por pessoas que não me "merecem". «Não percebo Starinha, acabas sempre com quem não te merece. Vê-se logo que ele ainda é um miúdo, pah! Tu já és uma mulher, devias arranjar um "cavaleiro". Quando é que acertas?»
E o engraçado é que este tipo de afirmações arranca-me sempre uma gargalhada porque acho mesmo que o coração não escolhe racionalmente. Se assim fosse...
E lá continuo eu apaixonada, consciente da escolha do meu coração, simplesmente à espera que as coisas corram mal para acabar aquilo que sei sem grande futuro. E sempre aceitei isto com algum ânimo leve por que não é isto que a vida é? Um conjunto de decisões que podem ser menos acertadas mas que nos fazem felizes? E quem disse que a felicidade deve ser depositada nos outros? Claro que quando as coisas acabam vem a era depressiva: choro, isolo-me um pouco, a minha energia desce, fico mais calada, mais sensível... Mas depois passa.
E isto tudo para dizer que FIQUEI A PENSAR.
Dois amigos meus, ambos corações de ouro, assumiram relações com raparigas que todos sabem ser conflituosas, pouco educadas, algo descontroladas, ciumentas, inseguras, desinteressadas por coisas culturais, infantis e que, nem por isso, são giras o suficiente para anular tudo o resto (se é que me faço entender). Não me achando, de um todo, com direito de criticar ou julgar alguém, a verdade é que todos percebemos isto. A diferença é que eu sempre achei genuinamente, que o amor é cego e desinteressado até que senti mesmo «Bolas, este gajo não deve gostar nada dele mesmo!!! Porque está ele a ser fraco e a sujeitar-se a esta pessoa??? Ele vale mais que isto, pah! Quando é que ele acerta???» e . . . OH MEU DEUS, eu estava a pensar e a sentir aquilo que os meus amigos sentiam quando me chamavam a atenção.
E, então, fiquei a pensar: será que, no que toca ao amor, gosto pouco de mim e por isso sujeito-me a menos do que mereço?? Ou será que o amor é mesmo só cego e desinteressado?? E deverei ficar triste por os outros me verem como alguém que se subestima, submetendo-se a relações com pessoas que não me "merecem"??
Não quero que este post soe arrogante e prepotente. Não gosto, nem quero, estar a julgar o valor de ninguém, nem quero que pareça que vejo o mundo como um catálogo de pessoas, onde cada um está na sua secção (alta costura, promoções e saldos), mas acho que entendem onde quero chegar. Talvez a escolha de palavras não tenha sido a melhor, mas não encontrei outras.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Once upon a time...
Once upon a time, eu "apaixonei-me" por um rapaz que já conhecia há muito tempo. Com quem mantinha uma relação de amizade distante em termos espaciais, mas próxima em termos afectivos. Partilhavamos os nossos dias através das fantásticas tecnologias da comunicação e, acima de tudo, partilhavamos tudo o que era fútil (que provava a nossa necessidade em ter o outro sempre por "perto") e o profundo (que demonstrava o á-vontade e a confiança que se veio estabelendo).
Um dia, 2 de Janeiro, estava eu com um coração desde há muito ressacado de uma relação "yo-yo", que tanto era maravilhosa durante alguns dias, como era terrivel nos dias seguintes (com a clareza que a distancia proporciona posso até questionar a nomenclatura "relação" utilizada neste caso). Mas enfim, a verdade é que o meu coração estava ressacado, ressequido, esgotado e mal tratado. Neste maravilhoso iniciar de ano o meu amigo beija-me!
Mas que beijo MEU DEUS (merece até um paragrafo só a ele dedicado).
Estavamos a conversar e a rir das consequentes parvoices que diziamos e eu estava deveras a ficar incomodada pela forma fixa e absorvente como ele me olhava. Parecia que sugava cada palavra minha, cada suspiro meu, cada risada atrapalhada até que um beijo roubado com toda a sofreguidão de quem queria surgar-me a vida!E um beijo foi tudo o que foi necessário para se seguirem promessas, convites, declarações... como se o beijo tivesse chegado tarde e fosse o declarado início de um relacionamento programado.
Como é habitual isto assustou-me. Satisfez-me de forma louca e fez-me sorrir, mas principalmente assustou-me.
Isto arrastou-se até Fevereiro do ano seguinte. Foram tempos de uma ginástica emocional em que os treinos consistiam na minha capacidade de resistência e flexibilidade: tinha de resistir a cometer aquilo que achava uma loucura (assumir uma relação com esta pessoa) e tinha de ser flexivel para continuar a adora-la, encontra-la e beija-la sem que passassemos a namorados nem deixassemos de ser amigos.Eu recusava-me a acreditar que os votos e promessas que esta pessoa me fazia fosse veradeiros. Achava sempre que seria só uma tentativa de levar para a cama, de me fazer rastejar por ele e, por isso, mantive-me sempre à tona da situação, sendo sempre firme e dona de mim mesma, estando amorosamente com ele sem nunca levar a sério as suas promessas e dizeres, desvalorizando-as constante e persistentemente como forma de me escudar contra os seus ataques (que eu achava) manipulados.
Temia um relacionamento com esta pessoa como uma ovelha teme um lobo. Os seus compratamentos borderline e o seu passado nublado faziam-me temer uma ligação que a minha cabeça avisava torbulenta.
Assim, Fevereiro foi o mês em que esta pessoa passou por mim num encontro inesperado na rua e não me dirigiu palavra. Aquilo fez-me uma confusão terrivel. Eu tinha a certeza que ele me tinha visto. como era possivel tamanha expressão de indiferença e uma descontração de tal ordem? Literalmente de uma hora para a outra. Senti que tinha razão quanto a ele. Senti que todos os meus medos que ele tanto se esforçava para me convencer que eram infundados, afinal tinham todo o fundamento. Seguiram-se algumas não-respostas a algumas mensagens minhas.
Neste caso senti que todas as defesas que tinha criado me estavam a ser bastante úteis: à terceira não-resposta deixei por completo de enviar qualquer tipo de mensagem; à presença da tal pessoa no mesmo espaço que eu ignorava por completo adoptanto não uma atitude arrogante mas sim de descontração; nunca pedi qualquer tipo de explicações nem nunca questionei nada. Deixei as coisas morrerem de forma pacifica e assim tudo ficou. Até ao dia que, claro, ele assumiu uma namorada. Aí vi a forma como ele a tratava, a forma como lhe falava e percebi que, afinal tudo o que eu tinha vindo a desprezar e a desvalorizar, assumindo como meras atitudes manipuladas para me enfeitiçar, eram na verdade geniunas.
Esta pessoa era capaz de amar. O seu lado carinhoso não era, na verdade, uma máscara apropriadamente utilizada para enfeitiçar meninas e dirigi-las ao precipicio.No dia em que o entendi não houve defesas que me protegessem: doeu de forma não-pacífica!
Daqui quero tirar uma lição: não quero jamais desvalorizar ou desprezar os sentimentos dos outros. Passei quase um ano a faze-lo e a magoar esta pessoa descredibilizando-o constantemente. Não vivi até ao potencial máximo o que poderia ter vivido com esta pessoa porque constantemente me protegi e o desvalorizei.
Não quero voltar a faze-lo.
Um dia, 2 de Janeiro, estava eu com um coração desde há muito ressacado de uma relação "yo-yo", que tanto era maravilhosa durante alguns dias, como era terrivel nos dias seguintes (com a clareza que a distancia proporciona posso até questionar a nomenclatura "relação" utilizada neste caso). Mas enfim, a verdade é que o meu coração estava ressacado, ressequido, esgotado e mal tratado. Neste maravilhoso iniciar de ano o meu amigo beija-me!
Mas que beijo MEU DEUS (merece até um paragrafo só a ele dedicado).
Estavamos a conversar e a rir das consequentes parvoices que diziamos e eu estava deveras a ficar incomodada pela forma fixa e absorvente como ele me olhava. Parecia que sugava cada palavra minha, cada suspiro meu, cada risada atrapalhada até que um beijo roubado com toda a sofreguidão de quem queria surgar-me a vida!E um beijo foi tudo o que foi necessário para se seguirem promessas, convites, declarações... como se o beijo tivesse chegado tarde e fosse o declarado início de um relacionamento programado.
Como é habitual isto assustou-me. Satisfez-me de forma louca e fez-me sorrir, mas principalmente assustou-me.
Isto arrastou-se até Fevereiro do ano seguinte. Foram tempos de uma ginástica emocional em que os treinos consistiam na minha capacidade de resistência e flexibilidade: tinha de resistir a cometer aquilo que achava uma loucura (assumir uma relação com esta pessoa) e tinha de ser flexivel para continuar a adora-la, encontra-la e beija-la sem que passassemos a namorados nem deixassemos de ser amigos.Eu recusava-me a acreditar que os votos e promessas que esta pessoa me fazia fosse veradeiros. Achava sempre que seria só uma tentativa de levar para a cama, de me fazer rastejar por ele e, por isso, mantive-me sempre à tona da situação, sendo sempre firme e dona de mim mesma, estando amorosamente com ele sem nunca levar a sério as suas promessas e dizeres, desvalorizando-as constante e persistentemente como forma de me escudar contra os seus ataques (que eu achava) manipulados.
Temia um relacionamento com esta pessoa como uma ovelha teme um lobo. Os seus compratamentos borderline e o seu passado nublado faziam-me temer uma ligação que a minha cabeça avisava torbulenta.
Assim, Fevereiro foi o mês em que esta pessoa passou por mim num encontro inesperado na rua e não me dirigiu palavra. Aquilo fez-me uma confusão terrivel. Eu tinha a certeza que ele me tinha visto. como era possivel tamanha expressão de indiferença e uma descontração de tal ordem? Literalmente de uma hora para a outra. Senti que tinha razão quanto a ele. Senti que todos os meus medos que ele tanto se esforçava para me convencer que eram infundados, afinal tinham todo o fundamento. Seguiram-se algumas não-respostas a algumas mensagens minhas.
Neste caso senti que todas as defesas que tinha criado me estavam a ser bastante úteis: à terceira não-resposta deixei por completo de enviar qualquer tipo de mensagem; à presença da tal pessoa no mesmo espaço que eu ignorava por completo adoptanto não uma atitude arrogante mas sim de descontração; nunca pedi qualquer tipo de explicações nem nunca questionei nada. Deixei as coisas morrerem de forma pacifica e assim tudo ficou. Até ao dia que, claro, ele assumiu uma namorada. Aí vi a forma como ele a tratava, a forma como lhe falava e percebi que, afinal tudo o que eu tinha vindo a desprezar e a desvalorizar, assumindo como meras atitudes manipuladas para me enfeitiçar, eram na verdade geniunas.
Esta pessoa era capaz de amar. O seu lado carinhoso não era, na verdade, uma máscara apropriadamente utilizada para enfeitiçar meninas e dirigi-las ao precipicio.No dia em que o entendi não houve defesas que me protegessem: doeu de forma não-pacífica!
Daqui quero tirar uma lição: não quero jamais desvalorizar ou desprezar os sentimentos dos outros. Passei quase um ano a faze-lo e a magoar esta pessoa descredibilizando-o constantemente. Não vivi até ao potencial máximo o que poderia ter vivido com esta pessoa porque constantemente me protegi e o desvalorizei.
Não quero voltar a faze-lo.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Com mil raios... mais uma noite de inquietação !
Sabem quando estamos doentes e as noites de sono são desconfortáveis, os sonhos são agitados, e o sono impertinente? Pois assim foi a minha noite hoje. E acordo às 6:30 com dor de cabeça e indisposta. Não pode ser bom. Não pode ser nada bom.
Só queria uma noite de puro e sereno descanso!
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Objectivos de 2012
É melhor sintetizar e documentar para me recordar e reforçar a caminhada. Ora aqui estão explanados os meus objectivos para 2012:
1. Sorrir para mim mesma todas as manhãs;
2. Conseguir fazer uma dieta (mais) saudável;
3. Treinar um mínimo de três vezes por semana;
4. Voltar a apaixonar-me pela vida com a mesma intensidade que eu sei;
5. Organizar melhor o meu estudo;
6. Emagrecer 5 kg e manter;
7. Cuidar melhor de mim;
8. Dizer sempre o que penso tendo sempre em conta um discurso assertivo;
9. Começar a ter aulas de ioga e frequenta-las com regularidade;
10. Amar mais;
11. Entregar-me mais;
12. Viver com tranquilidade no meu coração;
13. Manter o espírito optimista;
14. Rir muito mais;
15. Permitir-me ser feliz sem medos;
16. Fazer novos (bons) amigos;
17. Manter e alimentar as velhas amizades;
18. Encarar a vida com mais "naturalidade";
19. Meditar todos os dias;
20. Apostar no meu Reiki;
21. Incrementar a minha vida sexual;
22. Viajar sempre que possível;
23. Roadtrip por Itália;
24. Passar uns dias na neve;
25. Cantar mais;
26. Abrir mais as portas da minha casa;
27. Ser mais tolerante;
28. Ser mais doce;
29. Abandonar a larga dose de ironia com a qual me protejo;
30. Estar em contacto com os meus sentimentos e aceita-los;
31. Não ter medo de dizer o que sinto;
32. Apaixonar-me sem medos;
33. Manter sempre energia e pro-actividade;
34. Abraçar sempre que sinto que o devo fazer;
35. Quebrar as barreiras físicas;
36. Ser humilde;
37. Don't let them take the fight outta me!;
38. Acampar com os amigos;
39. Fazer da minha vida uma festa;
40. Aniquilar as más ansiedades;
41. Ouvir mais vezes o meu instinto;
42. Ser mais espontânea e menos racional;
43. Dar mais atenção à minha Surya;
44. Tentar, todos os dias, fazer algo pelos meus sonhos. Afinal é assim que se chega lá;
45. Trabalhar (ainda mais) a minha força de vontade;
46. Não ter medo de ser quem sou !!! ;
47. Continuar a manter a promessa que fiz a A.C. há anos;
48. Estar em contacto com a natureza mais vezes;
49. Dedicar-me mais à minha família;
50. Definir um horário de sono saudável;
51. Fazer mergulho;
52. Fazer melhor gestão do meu dinheiro;
53. Manter o meu "ninho" limpo e arrumado;
54. Aprender "amor incondicional";
55. Dizer ao meu pai que o amo e me orgulho dele;
56. Não permitir ser manipulada;
57. Continuar a dar sangue;
........... Esta lista ainda será editada muitas vezes, espero !
Insónia

E sabem por que é que insónia é terrível??? Ora bem, ficamos horas vazias, horas vagas, horas mortas, horas desperdiçadas, horas malditas, horas inúteis, horas vagarosas, horas irritantes, horas folgadas, horas e horas e horas, desperdiçadas entre o "quero dormir/não consigo dormir".
Pior é que não se perde só a noite ... perde-se o dia seguinte entre lamurios, preguiças e sonolências.
Malditas sejam...
domingo, 1 de janeiro de 2012
Quero ouvir-vos
Quero ouvir o que têm a dizer.
Para estar perto é preciso estar junto ?
Toca a pensar... e a escrever. Gostava de ler opiniões.
Para estar perto é preciso estar junto ?
Toca a pensar... e a escrever. Gostava de ler opiniões.
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